Pular para o conteúdo principal

iav.org.br

Aluna do IAV disputa torneio internacional após destaque no Revela CBB

Aluna do IAV disputa torneio internacional após destaque no Revela CBB

30/07/2026

O que começou como uma curiosidade aos nove anos se transformou, ao longo do tempo, em uma oportunidade para seguir carreira no basquete. Aluna do IAV (Instituto Anderson Varejão), em Betim, Vitória Ferreira da Silva, de 14 anos, passou a ganhar destaque em competições da região, foi convidada para participar do Revela CBB e, meses depois, disputou uma competição em Foz do Iguaçu, no Paraná, contra equipes do Brasil, da Argentina e do Paraguai.

Vitória conheceu o IAV ao observar outros alunos treinando na quadra de sua cidade. Interessada pelo basquete desde mais nova, quando assistia a vídeos de jogadores da modalidade, pediu à mãe para ser inscrita no Projeto Ídolo Social.

Depois de iniciar os treinamentos, a aluna passou a participar regularmente das atividades e, posteriormente, de amistosos e festivais. Durante esse período, até chegou a interromper os treinos por um tempo, mas retornou à rotina e começou a apresentar evolução dentro de quadra.

As atuações em partidas realizadas em Mário Campos e nos Jogos Escolares de Betim contribuíram para que Vitória ganhasse visibilidade. Em um amistoso contra a equipe de Mário Campos, seu desempenho chamou a atenção de profissionais que posteriormente a indicaram para participar do Revela CBB.

Destaque no Revela CBB

Realizado em maio, em Belo Horizonte, o Revela CBB é uma iniciativa da CBB (Confederação Brasileira de Basketball) voltada à identificação e ao desenvolvimento de talentos do basquete. Vitória participou do evento representando o IAV, ao lado da coordenadora regional do Instituto em Minas Gerais, Mariana Furtado.

Durante três dias, os atletas participaram de treinamentos, jogos, atividades táticas e avaliações físicas, além de momentos de orientação com profissionais do basquete. O desempenho de Vitória no evento chamou a atenção de um treinador, que posteriormente fez o convite para que ela viajasse a Foz do Iguaçu para conhecer o trabalho desenvolvido por uma equipe da região, a Foz Basquete.

A oportunidade levou a adolescente para uma nova experiência esportiva. Acompanhada da mãe, Vitória permaneceu por mais de duas semanas em Foz do Iguaçu e participou do Basquete Brasil Experience, competição que aconteceu em julho e reuniu equipes brasileiras e estrangeiras. O time chegou à final e terminou na segunda colocação, após perder a decisão para o Club Deportivo Británico, do Paraguai.

Mesmo com pouco tempo de preparação junto à equipe, Vitória participou das partidas e teve contato com atletas de diferentes países. A experiência também proporcionou seu primeiro contato com jogadoras estrangeiras.

“Eu conheci as meninas do Paraguai, da Argentina. Eu conheci várias coisas através do basquete. Eu nunca pensei que eu ia conhecer outro país por meio do esporte”, afirma a aluna do IAV.

Além da competição, a passagem por Foz do Iguaçu serviu para que Vitória conhecesse a estrutura e a rotina do projeto. Ao final do período, ficou combinada a possibilidade de retorno da atleta no próximo ano, desta vez para permanecer durante toda a temporada.

A mudança, porém, representa uma decisão importante para a família. Natural de Betim, Vitória precisaria passar parte do ano longe de casa para dar continuidade ao processo de formação esportiva. “É uma decisão pesada que vou precisar tomar. Meu sonho é ser jogadora de basquete profissional mesmo”, diz.

Basquete como projeto de vida

A possibilidade de seguir uma carreira profissional representa uma mudança de perspectiva para Vitória, que começou no basquete por iniciativa própria e passou a construir sua trajetória a partir das oportunidades oferecidas pelo esporte.

No IAV, além dos treinamentos e das competições, ela também passou a incentivar outros alunos a permanecerem e se dedicarem mais à modalidade. Ela até cita o exemplo do amigo Guilherme, que começou a treinar depois de ser incentivado e obteve destaque.

“Às vezes, alguns colegas chegam em mim e falam ‘acho que vou parar de treinar’. Mas eu digo ‘não desanima, não’. O Guilherme eu quem chamei para treinar. Ele começou depois de mim e é muito bom. Também se apaixonou pelo basquete e joga para caramba”, conta.

A trajetória de Vitória também reflete o impacto das experiências acumuladas desde sua entrada no IAV. O projeto foi o ponto de partida para que ela tivesse contato mais frequente com a modalidade, disputasse competições e passasse a ser observada em diferentes contextos. “Eu sou apaixonada pelo basquete. Eu vivo o basquete e quero espalhar isso para todos”, afirma Vitória.

Aos 14 anos, a aluna agora se prepara para definir os próximos passos de sua formação. Entre as possibilidades está o retorno a Foz do Iguaçu em 2027, onde poderá permanecer durante a temporada e dar continuidade ao desenvolvimento no basquete.

“Basquete é minha vida agora. Eu nunca pensei que o esporte me levaria tão longe. E fico feliz. Quero espalhar isso para o mundo: que todos conseguem ser iguais a mim, que estou caminhando atrás dos meus sonhos”, concluiu.